sábado, 18 de março de 2017

Pavilion 14-n050br que não desliga

Este notebook HP Pavilion 14-n050br (E7J04LA#AC4) estava com o mesmo problema do Dell do post anterior. Veio de fábrica com o Windows 8, posteriormente atualizado para o 8.1 e depois 10. A última instalação do 10 foi limpa, em UEFI com Secure Boot habilitado.

Felizmente bastou atualizar o firmware da versão F.66 para a F.70 e foi resolvido. O driver Intel MEI ficou na versão instalada pelo próprio Windows 10 1607 (11.0.0.1146).

[Atualização - 24/03/2017] Escrevi cedo demais. Ocasionalmente ainda falhava. Atualizei o driver Intel MEI para esta versão 11.0.0.1177 e até agora não incomodou.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Inspiron 5547 que não desliga

Este notebook Dell Inspiron 5547 (etiqueta de serviço 3SSFM22) não desligava. Veio com Windows 8, posteriormente atualizado para o 10 (instalação limpa). Primeira providência foi atualizar o firmware da versão A07 para a A10 (na A08 o Windows 10 passou a ser oficialmente suportado). No entanto, continuou o problema.

Solucionei instalando driver mais recente da Intel Management Engine Interface (11.0.0.1173):

http://www.dell.com/support/home/br/pt/brdhs1/Drivers/DriversDetails?driverId=3MD6D

A versão instalada pelo Windows 10 1607 era a 11.0.0.1146.

Complica o fato do driver listado no site da Dell para o modelo ser obsoleto e não resolver nada (o link acima é do Inspiron 5557).

sexta-feira, 3 de março de 2017

A boca livre não terminou

Havia testado o caso de máquinas com chaves do 8 e 8.1 salvas no firmware, nas quais podemos atualizar para o Windows 10 diretamente através de instalação limpa com a mídia adequada, mesmo após o encerramento em 29 de julho de 2016 da campanha de atualização em massa.

Hoje, fiz o teste que faltava: a partir do Windows 7, coloquei a mídia equivalente do 10 e rodei setup.exe. Atualizou e ativou.

Portanto, apenas foi descontinuado o mecanismo via Windows Update. Fazendo na mão continua sendo possível.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Ghost 12 suporta (com bugs) EXT4

Desde 2015, o venerável Symantec Ghost[1], parte da Ghost Solution Suite (atualmente na versão 3.1), voltou a ser atualizado, saindo da cansada versão 11.5.1 para a 12. Além de suportar oficialmente os Windows modernos (ver esta tabela), também trouxe suporte[2] ao sistema de arquivos EXT4. Na 11.5.1, suportava apenas EXT2 e EXT3. Volumes EXT4 eram rejeitados com um tal erro 652 (Attempted to access an inconsistent Linux partition). Estranho não ter uma palavra sobre a novidade nas notas de lançamento.


A versão 12 preserva todas as características de volumes EXT4 formatados com o mke2fs da série 1.42[3] (via mkfs.ext4), com exceção de uninit_bg, que faz pouca diferença, pois afeta apenas o tempo requerido pelo e2fsck para verificar o sistema de arquivos.

No entanto, se o sistema de arquivos tiver o recurso 64bit habilitado (a partir do mke2fs 1.43 o é por padrão), daí o programa falha por completo. Não é exibido erro algum ao criar e restaurar a imagem, porém o sistema de arquivos fica totalmente corrompido depois de restaurado. Provavelmente o pessoal da Symantec está testando seu código usando distribuições velhas como referência. Vamos ver se em versões futuras (depois da 12.0.0.8065; GSS 3.1 MP5) arrumam esse problema.


[1] Existe uma confusão entre Norton Ghost e Symantec Ghost. Ver este meu post no fórum CdH sobre isso.
[2] Significa salvar só os dados, recriando o sistema de arquivos no momento da restauração, já entregando-o redimensionado caso necessário. Dessa maneira, o tamanho da imagem é otimizado. Similar ao FSArchiver. Não é uma cópia bit a bit como o dd faria.
[3] Até a 1.42, auto_64-bit_support = 1 era configurado em /etc/mke2fs.conf: habilitava 64bit apenas em volumes maiores que 16 TiB. Ou seja, na prática, na esmagadora maioria das instalações, o recurso não estava presente. Na 1.43, passou a ser sempre habilitado — o mesmo comportamento foi backportado para o pacote 1.42.9 do RHEL 7.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

systemctl enable|disable|mask --now

A partir do systemd 220, a opção --now poupa uma invocação adicional do systemctl quando queremos habilitar e iniciar, ou desabilitar e parar um daemon.

# systemctl enable xxx.service
# systemctl start xxx.service

               |
               v

# systemctl enable --now xxx.service

# systemctl disable xxx.service
# systemctl stop xxx.service

               |
               v

# systemctl disable --now xxx.service

# systemctl mask xxx.service
# systemctl stop xxx.service

               |
               v

# systemctl mask --now xxx.service

Melhor de tudo: a equipe da Red Hat backportou o recurso para a versão 219 do RHEL 7.2.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Bugs do Firefox para monitorar (II)

Mais dois bugs do Firefox me interessam no momento.

https://bugzilla.mozilla.org/show_bug.cgi?id=1207306

A partir do Firefox 49, separou-se o processo que renderiza a interface do que renderiza o conteúdo das páginas. Ainda assim, todas as abas continuam compartilhando um único processo. Nesse primeiro passo, o objetivo foi fazer a interface sempre ser responsiva. Usuários antigos devem lembrar como era irritante uma página pesada acabar com a responsividade da interface. Isso pelo menos está resolvido. Contudo, uma aba mal comportada ainda deixa as outras esperando. A solução virá com o projeto e10s-multi, que aproximará o Fx dos demais navegadores modernos, separando grupos de abas em diferentes processos.

https://bugzilla.mozilla.org/show_bug.cgi?id=336193

Para sistemas Unix-like. Fazer o navegador finalizar de forma limpa ao receber SIGTERM. Hoje, um killall firefox realiza uma finalização forçada, que causa o travamento do plugin-container e dispara a restauração de abas na próxima vez em que o programa iniciar. Bug constrangedor, que tem mais de 10 anos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Super Metroid: uma obra-prima

Tenho assistido aos vídeos da série Retro Gaming do canal REACT no YouTube. Com um pouco de experiência nas costas, é interessante ver como o pessoal mais novo reage aos jogos que tínhamos décadas atrás.

Daí chego em:

SUPER METROID (30th Anniversary Metroid) (Teens React: Retro Gaming)

Aos 50 segundos, Tori diz I actually like retro games cuz normally they are pretty simple.

O quê???

Super Metroid é um dos melhores jogos de todos os tempos. Longo o suficiente*, complexo e difícil (sem ser impossível). O gráfico é perfeito, top da geração 16-bit, e a trilha sonora combina magistralmente com sua atmosfera sombria.

SUPER METROID - The Perennial Masterpiece | GEEK CRITIQUE

Wikia: Super Metroid


* Para jogadores normais. Viciados terminam-o coletando 100% dos itens em cerca de 1 hora.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

SUSE dentro do Windows 10

Make Windows green again – Part 1 (SUSE Blog) (via Thurrott.com)

É possível trocar o espaço de usuário básico do Ubuntu usado pelo Windows Subsystem for Linux (WSL) do Windows 10 pelo do (open)SUSE. Confesso que me sinto mais confortável no ambiente verde do camaleão.

E tem isto (não testei): https://github.com/RoliSoft/WSL-Distribution-Switcher.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Maldito Bluebirds dos drives ópticos LG

A LG andou colocando em alguns de seus drives ópticos um software inútil para Windows chamado Bluebirds. Depois, ao constatarem a burrada, disponibilizaram atualizações de firmware removendo-o.

Este aqui é um GH22NS50 com firmware TN00:



A porcaria aparece como um disco (CDFS) enquanto uma mídia de verdade não for inserida.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Novidades do XFS

EXT4 é legado

Upcoming XFS Work in Linux v4.8 v4.9 and v4.10+ (Oracle Mainline Linux Kernel Development)

Darrick J. Wong, da Oracle, juntou-se ao time de desenvolvimento do sistema de arquivos XFS e tem feito contribuições significativas.

No kernel 4.8, foi adicionada mais uma árvore B+, que mapeia, dentro dos metadados, cada bloco a seu dono[1]. Na versão 4.9, foi introduzido suporte ao compartilhamento de extents, cujo pilar é outra outra árvore B+[2]. Assim, copy-on-write[3], um dos diferenciais do Btrfs, chega ao XFS[4].

Ambos recursos dependem do formato V5 e são experimentais.

A árvore B+ adicionada no kernel 4.8 (rmapbt) será aproveitada a partir do kernel 4.11, que, confirmado o cronograma, trará capacidade de autoconsertar alguns problemas na estrutura do sistema de arquivos sem precisar desmontá-lo. Dependerá, no espaço de usuário, da ferramenta xfs_scrub da suíte xfsprogs[5], que interagirá com o kernel através de uma nova requisição da chamada de sistema ioctl()[6].

Levando em conta como o formato V5 foi desenvolvido, suponho que demore cerca de um ano para tais novidades maturarem.

Durante a instalação, o Red Hat Enterprise Linux 7.3 cria XFSv5 (sem finobt/spinodes). Do 7.0 ao 7.2, era criado XFSv4. Aos poucos, o novo formato e seus recursos são adotados em ambientes de produção.


[1] xfsprogs 4.8.0+: mkfs.xfs -m rmapbt=0|1.
[2] xfsprogs 4.9.0+: mkfs.xfs -m reflink=0|1.
[3] User notes on dedupe (Btrfs wiki); XFS has gained super CoW powers!.
[4] XFS não suporta subvolumes como o Btrfs; portanto, apenas arquivos individuais podem ser reflinkados; como exemplo de implementação, ver este commit do systemd.
[5] xfsprogs 4.11.0+ provavelmente.
[6] XFS_IOC_SCRUB_METADATA, que dependerá da opção CONFIG_XFS_ONLINE_REPAIR, desabilitada por padrão enquanto for experimental.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ReCore


Armação K-9 (cão) com núcleo azul de personalidade "Mack"; Joule Adams, a heroína

ReCore (Xbox One): https://www.recoregame.com

Mesmo não tendo a mesma qualidade de Rise of the Tomb Raider, gostei do jogo. Pena ReCore ser bem bugado. Numa das masmorras, entre uma sala e outra, o motor do jogo simplesmente falhou em renderizar o cenário inteiro, que ficou 100% branco. Arrisquei fazer Joule "entrar" ali: "caiu" por vários segundos no branco total até morrer. Bug bizarro. Além de vários outros glitches menores, como objetos que podem ser parcialmente atravessados e regiões nas beiradas dos cenários em que Joule não tem mais como subir e, se cair e morrer, o último ponto de salvamento retorna ao local sem saída. Depois que terminei-o, saiu uma atualização. Tomara que comecem a diminuir a quantidade de bugs.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Windows 10 rodará sobre ARM

Thinking About x86 Emulation on ARM (Thurrott.com)
ARM-Based Windows 10 Portable PCs!? Hell Yes! (Thurrott.com)

Não. Não trata-se de um novo Windows RT. É o Windows 10 de verdade. Mais: será capaz de rodar programas Win32 (x86) graças a um emulador que a empresa está desenvolvendo. Virá após a atualização Redstone 2 ("Creators Update"), lá pelo final de 2017.

Haverá certo impacto no desempenho ao rodar programas Win32. No entanto, com os avanços dos SoCs ARM, será suficiente para códigos não tão exigentes. Aqueles que precisarem de máximo desempenho, poderão requerer hardware x86 ou disponibilizar uma versão ARM nativa (algo que deverá envolver alguns ajustes e uma recompilação). Acredito que o atual esforço de padronizar a plataforma ARM com UEFI+ACPI está dentre os pilares técnicos da decisão.

Grande notícia! Ninguém mais aguenta o monopólio (ou oligopólio caso a AMD consiga sair das cordas com o Zen) do mercado de processadores x86. O anúncio trata exclusivamente de SoCs da Qualcomm. Não é de duvidar, porém, que, caso faça sucesso, chips de outros fabricantes sejam certificados para rodar o sistema. É do interesse da Microsoft estancar a sangria de usuários. O Windows está entrincheirado em vários mercados, mas, para o mero consumidor de conteúdo, a tendência nos próximos anos é o sistema operacional gradualmente ir perdendo relevância. Ter o Windows 10 rodando em, digamos, SoCs baratos da MediaTek é uma forma de combater isso. Ademais, como especula Paul Thurrott, a mesma tecnologia pode ser levada ao Windows 10 Mobile.