Ghost e o BCD

No particionamento MBR, o BCD armazena o caminho para cada partição usando deslocamento e assinatura de disco (ver Como as partições são identificadas no BCD). Clonando discos com o venerável Ghost, poderíamos assumir que, ao mover os inícios das partições (ao redimensioná-las), suas entradas ficariam inválidas.

MBR

Não é o caso, pois o programa é inteligente para automaticamente atualizar o BCD, tanto com o deslocamento, quanto com a nova assinatura de disco. Por padrão, uma nova assinatura é criada no destino nos modos disco para disco e imagem para disco. Com GPT, novos GUIDs são gerados, para o disco e partições — BCD é atualizado de acordo igualmente. Podemos alterar esse comportamento com -fdsp, que mantém a assinatura original em MBR (deslocamentos são atualizados no BCD mesmo assim) e, em GPT, preserva todos os GUIDs, de modo que o BCD não precisa ser alterado.

Ter mais de um disco com identificadores iguais é problemático. A opção -fdsp não é recomendada!

Informação a título de curiosidade, pois a atualização automática do BCD existe desde o Ghost 11 (2006), quando suporte ao Windows Vista foi adicionado.

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