segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quem precisa de uma máquina top?

Estava eu refletindo sobre o desempenho da minha máquina. A configuração dela é a seguinte:

AMD Athlon II X2 260
Biostar A880G+
2 x 2GB DDR3 1333 Kingston Value
Samsung Spinpoint F3 1TB (HD103SJ)
Asus Xonar DG
LG GH22NS50
Seasonic S12II-430 Bronze
Antec Three Hundred

PC silencioso e o gabinete é bonitão e robusto. O inconveniente é que é um baita de um trambolho. A oferta de bons gabinetes pequenos no nosso mercado não é muito boa e no final acabei com o Three Hundred. Se fosse montar novamente um PC hoje, procuraria um gabinete menor.

É um PC simples, com peças baratas. Estou sem paciência para reunir as notas fiscais de cada uma, mas foi uma máquina que custou uns 1000 reais, talvez um pouquinho mais (sem contar o sistema operacional).

O Windows 7 Professional x64 voa baixo nela e para o uso de "escritório/internet/multimídia" é mais do suficiente. Tudo rápido, responsivo. O vídeo integrado do chipset AMD 880G (Radeon HD 4250) suporta UVD2 e o Catalyst disponibiliza aceleração para decodificação de H.264/VC-1/MPEG-2 por hardware para as aplicações via DXVA. Um "about:support" no Firefox 8 mostra que ele está usando Direct2D, DirectWrite, Direct3D 10. Tudo acelerado.

Não é incomum pessoal leigo pedir recomendações de máquinas muito potentes para uso básico. E as sugestões às vezes acabarem em situações overkill ao extremo, à la Core i7 para nevegar na internet. É matar mosquito com canhão laser. Um mata-moscas de 1,99 ou um spray inseticida faz o mesmo e custa bem menos. Ou melhor, uma máquina com um Athlon II ou um Core i3 (ou mesmo Pentium G) com vídeo integrado faz a mesma coisa e custa bem menos.

Máquina top é para quem joga ou usa aplicações que exijam processamento, alta taxa de transferência no acesso ao disco (RAID), caminhões de memória e que efetivamente usem a GPU para alguma coisa. Daí se justifica. Pessoalmente, no caso dos jogos, acho que é muito mais negócio ter um vídeogame para não precisar fazer um upgrade a cada seis meses. Mas fazer o quê? Eu nem jogo mesmo...

5 comentários:

  1. E é por isso que ultimamente ando preferindo notebooks a PCs de mesa. Eles são poderosos o bastante para a maioria dos casos de uso (Office, Internet, Multimídia). Notebook para jogos é overkill por serem muito caros e não permitirem upgrade então para esse caso específico PCs ainda são melhores. Porém além do notebook ser bom o suficiente, ainda oferece a mobilidade.

    Aliás, lembro que me surpreendi quando vi meu notebook (Core i5 460M) bater meu desktop (Core 2 Quad Q66000) em encodes de vídeo x264. A diferença entre ambos é de apenas 1 ano de idade, e o x264 escala bem em múltiplos núcleos, mas mesmo assim o Core i5 foi melhor que o esperado numa tarefa "pesada".

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  2. Eu não dispenso um desktop ainda. Porque é mais confortável. Já usei um notebook para trabalhar e acabei com torcicolo! Num desktop, colocando o monitor numa posição alta, que a sua postura fique correta (sem ter que ficar curvado olhando para baixo), senti na prática a diferença.

    Quanto ao Core i5, é uma arquitetura mais nova. Eu acho que o Q6600 é bem mais velho (mais de um ano em relação ao i5). Se não me engano, ele foi o primeiro quad core da arquitetura Core 2, não?

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  3. Eu uso meu notebook como desktop, plugo um teclado+mouse+monitor externo a ele e ganho de "brinde" o monitor do notebook como segunda tela. Fica perfeito (e graças a isso descobri como o suporte a dois monitores no KDE é ruim, pqp) com o melhor dos dois mundos (na hora que preciso do note em algum lugar é só desplugar e levar ele).

    Sim, eles tem uns 3 anos de diferença entre eles, mas meu PC e notebook tem diferença de um ano e pouco só. Ainda assim, os ganhos do Core i5 (o meu é a primeira geração ainda, Nehalem) não eram para ser tão grandes a ponto do Core i5 bater o C2Q num dos benchmarks que melhor escala em multi-core. Se bem que parte da culpa disso deve ser o Avisynth, que não escala/escala muito mal (se você usar o SetMT) em vários núcleos.

    P.S.: Marcos, já pensou em migrar esse blog do Blogspot para o Wordpress? Nada contra mas o Blogspot é muito ruim, e esse sistema de comentário é pior ainda (ter que digitar meu usuário e captcha toda vez que tenho que comentar é uma piada de mal gosto). Eu já tive dois blogs no Blogspot e eles nunca foram pra frente porque eu odiava a interface deles. No Wordpress ficou perfeito.

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  4. Essa é uma boa solução. Só não arranque a tela do notebook como eu fiz durante um tempo. hehehe

    Migrar? Nem sei. Eu usei o Blogger para simplesmente aproveitar minha conta no Google. Depois de muito apanhar, hoje eu conheço os "quirks" do maldito editor e estou adaptado a sua ruindade.

    Realmente não sei, Thiago -- posso lhe chamar pelo nome, né :-p

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  5. Pode me chamar de Thiago sim, não ligo. Pelo menos falando desse lado da pessoa que comenta, o sistema do Blogger é horrível (aliás, meu nick ficou como tecnologiaetc só porque o OpenID do Blogger é uma furada). O sistema de comentários do Wordpress é muito superior.

    Até onde sei o Wordpress tem um sistema de importação de contas do Blogger, você poderia testar e ver se gosta ou não.

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