quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O método Canonical de propaganda

Há algum tempo atrás, Mark Shuttleworth, o fundador e dono da Canonical, empresa por trás do Ubuntu, levantou o assunto das limitações do X.Org, que é um software que dificulta a obtenção de bons resultados, de gráficos e efeitos aprimorados. De fato, o X é resquício da década de 80 que ainda está aí incomodando. Então, com aquele ar profético, fez as "previsões" do futuro luminoso do Unity rodando sobre o Wayland, uma maravilha e tal.

Este post dele foi em 4 de novembro de 2010. No Ubuntu Developer Summit 2011, que aconteceu faz poucos dias, levantou-se (novamente) a possibilidade do próximo Ubuntu, 12.04, vir com uma prévia do Wayland. O Campo de Distorção da Realidade da Canonical sempre acaba convencendo alguns incautos de que "ela está inovando", que "é uma atitude corajosa", enfim.

Hoje lendo o Phoronix, pude confirmar o que eu já sabia apenas por de vez em quando dar uma passadinha no repositório git do Wayland.

The Wayland Engineering Team At Intel (Phoronix)

Confirmar o quê? Que a Canonical não fez absolutamente nada pelo Wayland desde que Shuttleworth emitiu sua profecia um ano atrás. Código de verdade quem colocou lá foram funcionários da Red Hat (Kristian Høgsberg trabalhava para a empresa quando criou o software), com ajuda da Intel, Nokia, entre outros contribuintes. Agora que a Nokia abandonou o barco (desistiu do MeeGo), a Intel contratou boa parte do pessoal que trabalhava para ela no projeto e ao que parece não haverá perdas significativas.

Mark Shuttleworth, pare de conversa fiada e contrate pelo menos um programador para ajudar esse negócio a andar!

Um comentário:

  1. Eu realmente não gosto dessa propaganda furada da Canonical, que parece que só investe no negócio quando realmente ninguém mais está interessado nele (o Upstart é um exemplo, praticamente só teve investimento da Canonical no tempo inteiro que ele era relevante).

    Estou pensando em migrar do Arch para o Fedora pois é ali onde está realmente todo o futuro do Linux, na mão do time de desenvolvedores da Red Hat. O problema para mim é a falta de repositórios e um jeito simples de compilar pacotes como acontece com o AUR do Arch, além do fato do time do Fedora mostrar claramente que não está interessado em desktops (o fato deles não incluírem nem tentarem licenciar o codec MP3 é um exemplo).

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