segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eu estava enganado sobre o Gnome 3

Eu falei bem do Gnome 3. Hoje, não falo mais. Depois de cerca de seis meses usando-o, desisto. No começo, a novidade me despertou simpatia, vontade de me adaptar. Porém cheguei a conclusão que o ambiente me toma mais tempo do que deveria. Todo o fluxo de trabalho é atrasado por causa da falta de uma barra de tarefas. Sou mais produtivo num ambiente "normal", com uma barra de tarefas convencional.

Durante todo o tempo com o Gnome 3, a minha máquina de trabalho sempre rodou o Windows 7. Ao voltar ao 7 aqui... que diferença! Tudo é mais prático, mais à mão. Os aplicativos que foram atualizados para usarem as jump lists lhe ajudam a cortar caminho e ter acesso mais rapidamente às funções principais, não o contrário, como no Gnome 3. E nos casos onde uma troca de janelas é necessária, a barra de tarefas é muito mais lógica. Sim, talvez eu esteja condicionado a um ambiente com barra de tarefas, afinal cresci usando Windows 95. Que seja. Computador tem que ser ferramenta. E a barra de tarefas é a ferramenta que prefiro ter em mãos.

Tive contato com o Unity do Ubuntu 11.04 antes de migrar para o Gnome 3 do Fedora. Para mim o Unity é pior. Pode ter melhorado nas versões mais recentes, mas é o tipo de interface que eu não usarei nunca mais.

Desculpe, Gnome. Eu tentei. Resta agora o KDE...

4 comentários:

  1. Essas mudanças bruscas de ambiente são geralmente desagradáveis.

    No que tange ao KDE, estou gostando. Sendo bem honesto, o que realmente me prende a ele é o apelo visual e o dolphin. O KDE é muito mais bonito que os outros ambientes atuais e acredito que os desenvolvedores tem conseguido mesclar usabilidade e beleza. Quanto ao dolphin, a sua versatilidade pra gerenciar arquivos me agrada muito, existe um ou outro recurso ao qual me apeguei e que não vejo em outros gerenciadores por aí.

    Mas existem usuários e usuários, tem aqueles que não ligam pros "frufrus" e preferem algo que funcione em velocidade próxima à da luz. Não se dá pra agradar muitos quando se desenvolve software livre

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  2. Estou fazendo o caminho contrário, do Gnome para o KDE. Porque sério, eu tentei, uso e apoio o KDE 4 desde a versão 4.4 e os mesmos bugs vão e voltam. É inadmissível que na última versão estável que usei (KDE 4.7.1) o Dolphin continuasse travando sem motivo e que o Plasma vira e mexe dava segfault. Se o primeiro release do Gnome 3 foi muito instável, o 3.2 corrigiu a maioria dos problemas e está estável o suficiente para produção.

    Dos problemas de workflow, fora o Alt-Tab que eu ainda não acostumei eu estou satisfeitos. Aprender todos os atalhos ajuda bastante a agilizar os processos e não posso reclamar de lentidão no meu ambiente de trabalho. Queria apenas que o Gnome-Shell fosse mais amigo do teclado, afinal ter que selecionar praticamente tudo no mouse é sacanagem. Mas acredito que corrijam isso com o tempo.

    E se eu volto pro KDE? Se ele ficar estável, volto com os braços abertos, é meu ambiente favorito ainda. Mas depois de tantas versões eu só acredito que ele vá funcionar direito na versão 5 com a reescrita para o Qt 5, isso se funcionar.

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  3. Estou distante faz muito tempo do KDE. Mas agora estou preocupado. hehehe Pôxa, mas depois de 8 revisões já era para estar redondo...

    KDE 5? Nâããão, recomeçará tudo de novo! :-(

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  4. Aparentemente o KDE 5 será um port do KDE 4 para o Qt 5, sem grandes mudanças como ocorreram do KDE 3 para o 4 (até porque parece que o Qt 5 também não vai quebrar a compatibilidade com a versão anterior como aconteceu com o Qt 4). Basicamente vão reescrever as partes críticas, portar o que precisar ser portado mas a base do sistema continua do jeito que tá.

    Espero que isso seja o suficiente para melhorar a estabilidade do KDE, se não eu desisto. Ver o gerenciador de arquivos travar sem motivo é coisa do Windows 9x e não de um sistema operacional moderno.

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