terça-feira, 27 de outubro de 2015

Windows Update do 7 é uma lesma

Já que o Service Pack 2 não sairá, uma instalação limpa do Windows 7 SP1 + Office 2007 SP2 + .NET 4.0 baixa do WU quase 200 atualizações com o Microsoft Update habilitado (sem atualizações recomendadas). Incomoda o algoritmo muito ineficiente, pois em máquinas antigas o WU passa literalmente horas as processando antes de instalá-las! Como bem descreve esta resposta no Super User.

A máquina em questão é um veterano Dell Inspiron 1525 com um Intel Pentium T4200, 3 GiB de RAM e um disco rígido Western Digital WD1600BEVT, rodando o Windows 7 Professinal x64. Obviamente é um disco rígido lento, porém o comportamento é como dito no link: enquanto baixa os arquivos, o acesso ao disco é frenético. Depois, fica apenas comendo, em média, 100% de um dos núcleos a perder de vista. Em certos momentos, há picos de consumo de memória e processamento, devorando os 3 GiB e os dois núcleos. O disco rígido também é exigido durante tais períodos. Só então, completada a "análise", é oferecida opção para instalar as atualizações.

Isso explica porque máquinas com CPUs de um núcleo ficam inutilizáveis durante esse período em que o WU está pensando — sem nem sequer iniciar a instalação!

7 comentários:

  1. O WU realmente é o calcanhar de aquiles do 7. Depois de uma formatação é tenso, aqui como tenho um servidor WSUS agiliza um pouco o tempo de download, mas mesmo assim ele fica um tempão buscando as atualizações, e isso em um Core i7.

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    1. O tempo de download até não é crítico. Aqui praticamente tudo do WU é cacheado pelo Squid. O problema é a forma como as atualizações são processadas antes da instalação. Se no seu Core i7 demora, imagina processadores mais antigos. Eu cheguei a contar tempos atrás num outro Dell, um Inspiron 1545 se bem lembro, e durou cerca de três horas a "análise" do WU.

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  2. Se atualizar um W7 RTM dá preguiça, atualizar o Vista RTM dá gelo na espinha. Só em pensar na instalação do SP1 e do SP2 para "adiantar" as coisas já se perde quase três horas. Daí são mais duas ou três horinhas para baixar todas as atualizações pós-SP2. Uma coisa que nunca entendi é o porque das atualizações providas pelo WU não serem cumulativas. O SP2 do Vista é um exemplo, pois exige que o SP1 já esteja instalado no sistema. Neste aspecto, o mecanismo de atualização das distros Linux dá de lavada.

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  3. Ah, é errado achar que por mais rápido que seja o processador e tão alta seja a velocidade de transferência de dados de/para a memória, o gargalo passa a ser o HD, influenciando no trabalho do WU?

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    1. Na etapa da análise, depois das atualizações serem baixadas e antes de serem instaladas, o gargalo não é o disco rígido. Como comentado no link do Super User, é uma deficiência de algoritmo e/ou complexidade demasiada no mecanismo como um todo. O sistema fica sem acessar o disco durante praticamente todo o tempo em que "pensa".

      Claramente constato que CPUs com dois núcleos ficam exatamente com um núcleo a 100% durante esse período. Aparenta ser um código single-threaded. Seria interessante observar o comportamento em CPUs com mais núcleos para ver se comporta-se da mesma forma.

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  4. Fala, Marcos! Beleza?

    Finalmente!!! http://www.tudocelular.com/windows/noticias/n76601/Microsoft-atualizacoes-Windows-7-e-81.html

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