quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sobre o openSUSE Leap

O pessoal do openSUSE mudou, não faz muito, radicalmente a forma como a distribuição é desenvolvida. Até o openSUSE 13.2, a interação SUSE Linux Enterprise (SLE) ↔ openSUSE operava aos moldes da Red Hat Enterprise Linux (RHEL) ↔ Fedora. Ou seja, a versão comunitária era independente e tinha seu próprio timing, mais ou menos regular. Continuamente avançando. O tradicional processo: período de desenvolvimento onde major versions são atualizadas por todo o repositório, estabilização (freeze), lançamento, manutenção, EOL. Assim repetindo sempre. Em intervalos de tempo, o irmão corporativo pega um snapshot do repositório da versão comunitária, faz uma rodada adicional de estabilização para ter sua nova versão.

A partir do Leap, o openSUSE passou a ter duas versões. O Leap é baseado no SLE e em boa parte usa as versões dos programas dele (o encanamento é exatamente o mesmo). Inclusive não tem mais versão x86-32. Uma versão conservadora, equivalente ao CentOS — mas não 100%, pois no Leap pode haver sim diferenças em relação à base do SLE, porém restritas ao mínimo possível. Enquanto o Tumbleweed é a versão aventureira, oficialmente rolling release, e fundação para futuras versões do SLE.

Tenho impressões variadas a respeito da novidade. Por um lado, o Leap tende a ser mais tranquilo, sem surpresas. Um sistema atrativo para servidores, suportado durante razoável tempo. Por outro, para quem quiser versões mais novas dos programas, não sei se o Tumbleweed encaixa-se por ser rolling. Tomara que dê certo.

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