sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A esperança está no Cinnamon

Se eu por acaso tropeçasse numa lâmpada mágica, um dos meus pedidos, depois de granhar uma mega sena acumulada sozinho, seria pedir para que o projeto Cinnamon conseguisse formar um time forte de desenvolvimento para eventualmente ser incorporado oficialmente a todas as principais distribuições -- e quem sabe ao próprio Gnome -- como alternativa ao Shell.

Para mim, estas interfaces "novas" não servem. Não servem se você precisar trabalhar com um desktop. Precisar manter várias janelas abertas, copiando dados (textos, imagens, tabelas, o que for) de uma para outra. Não compro mais todo o papo de "estudos de usabilidade" que vem do pessoal do Gnome 3 e do Unity. A minha experiência de usuário foi arruinada com o software de vocês! É possível que suas interfaces maravilhosas funcionem para quem usa desktops apenas para entreterimento (o exemplo das crianças que sempre é levantado pelos seus defensores), mas para trabalho não. A barra de tarefas e os menus, que nos servem faz quarenta anos, ainda são a coisa mais lógica para se ter num desktop. Já pararam para pensar quantos potenciais usuários não foram afugentados por esse nonsense? E não, desktop não morrerá. Porque sempre existirão pessoas que precisam trabalhar em computadores.

A Microsoft sabe disso. Ela só está se metendo com Metro e cia. no desktop porque tem um Windows sólido e atualizado pronto para manter o setor corporativo e os usuários que precisam trabalhar felizes. Fato: o Windows 7 é excelente. Agora, vocês, desenvolvedores de ambientes gráficos para Unix-like, deveriam seguir o exemplo. De não quebrar tudo que funcionava. Tenho noção que o Gnome 2 precisava de uma reforma para liquidar com o uso de componentes obsoletos. Isso poderia ter sido feito, contudo, mantendo a cara básica, ou então tentando pelo menos disponibilizar um modo configurável -- mantido a longo prazo -- e não tão limitado que fosse mais próximo da interface antiga.

Por enquanto estou aturando o Gnome 3. Não tive tempo ainda de experimentar o KDE, mas no geral tudo que leio a respeito dele costuma não ser muito favorável: problemas crônicos de estabilidade e desempenho. Tomara que não seja assim.

2 comentários:

  1. Bom, nunca tive problemas de desempenho no KDE, atualmente é o contrário: tenho problemas de desempenho no Mutter do Gnome às vezes, o Kwin é muito rápido (a última vez que testei o Compiz, e isso faz um tempo já, o Kwin era mais rápido que o Compiz também). Mas estabilidade realmente é um problema sério do KDE, mesmo que uma hora ou outra você acostume do Dolphin travar do nada ou o Plasma ir embora.

    Saiu o KDE 4.8 e estou esperando ele sair do repositório testing do Arch e ir para o extra (que é o repositório estável), para eu formatar a máquina e começar do zero (refazer principalmente as configurações de vídeo e do systemd que ficaram uma zona no sistema atual). Reescreveram boa parte do Dolphin, e espero que com isso ele se torne mais estável.

    Quanto ao Cinnamon, não sei realmente o que pensar. Não gostava daquele desktop personalizado escrito sobre o Gnome 3 do pessoal do Mint simplesmente porque aquilo era uma bela de uma gambiarra. Fazer um fork do código me parece algo bem mais sensato que simplesmente encher o desktop de scripts. Vamos ver até onde ele chega.

    ResponderExcluir
  2. Já eu estou estou esperando sair o Fedora 17 alpha (/bin e /sbin links agora!) para formatar e colocar o KDE como ambiente gráfico. Vamos ver se até lá o KDE 4.8 aparece no repositório.

    Bom saber que desempenho não é mais problema, Thiago.

    O Cinnamon será viável se tiver mais desenvolvedores. Tenho dúvidas se Clement Lefebvre conseguirá tocar o projeto sozinho.

    ResponderExcluir